* Do livro de M.A., Entre Vistas nos Arredores das Montanhas Azuis (Austrália), conversa com um emigrante português, em Sidney
"- ...corri o risco do desemprego, mas apareceu-me logo um trabalho muito melhor: a manutenção de um motel.Aí já tinha que saber de tudo um bocadinho: um bocadinho de electricidade, um bocadinho de persianas ...
- E sabia?...
- Nada!...Mas já falava inglês, o que me ajudava muito. Comecei então, com apoio do manager do motel, que era um tipo formidável, a trabalhar numa nova decoração dos respectivos interiores. "Agora vamos fechar um quarto para decorar", disse-me. "Quero uma decoração francesa, um quarto à francesa ..." Eu sabia que as cores da França eram o vermelho, o branco e o azul ... Fácil: metia-lhe as paredes com umas riscas em azul e branco e o tecto a vermelho. O francês gosta muito de tectos quentes e, por vezes, com um espelho pendurado ...
Aquelas coisinha assim ... E depois vinha então boss e elogiava "Oh, muito bom!
Oh, muito bom!... Nós arranjamos aqui um motel internacional. Eu hei-de trazer-te as cores de outras nações ... Vamos fazer quartos típicos ..." Está bem! Não há complicações!..." Uma vez o patrão abalou para a América e disse-me: "quero um quarto espanhol..." Foi uma beleza!... Pintei as paredes e o tecto de vermelho, e as camas, e até a sanita, de preto ... O que me deu mais trabalho foi encontrar pandeiretas e castanholas para pôr nas paredes ... Tive que falar com uns espanhóis, mas consegui resolver o problema. Lá pendurei as pandeiretas ... Abria-se a porta e aquilo era um vermelho!... O gajo, o boss na semana em que viu a coisa assim, fez questão em entregar-me, em mão, um envelope com uma gorjeta de 50 dólares!..."
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sábado, 14 de maio de 2016
terça-feira, 29 de setembro de 2015
Emigrar, sim ou não? *
Não vamos fazer a apologia da EMIGRAÇÃO, pela emigração, porque os que triunfam são os que TRABALHAM MESMO. Nas viagens (várias) feitas a algumas lusas comunidades no estrangeiro, não vale a pena iludir: percebe-se haver dinheiro, mais dinheiro do que em Portugal, SIM, mas NÃO HÁ PREGUIÇA: ou trabalhas ou és ultrapassado.
PENSAR:
- Aceitas AQUI uma função diferente daquela em que te consideras especializado: SIM ou NÃO? Se sim e a paisagem estrangeira quotidiana, enquanto tal, não faz parte dos teus raciocínios culturais, porque é que emigras?
- O passado que te foi (ou vai ser) eventualmente legado merece, na hora da decisão, uma última reflexão ou não?
- O que é fizeste no teu país de origem para evitar a ideia de EMIGRAR, no sentido económico da palavra?
Melhor é viajar, ir e voltar. ESGOTAR os raciocínios possíveis. Reflectir. Em lado nenhum ninguém dá nada sem receber.
Pergunte-se aos IMIGRANTES porque é que o são ...
Há um local em Lisboa onde a pergunta pode ser feita: Martim Moniz, por exemplo.
"É um assunto polémico ..." - dirás.
"Será! Mas pior é não ter a CORAGEM da reflexão sugerida, apenas sugerida."
* O escriba desta mensagem é também autor do livro, patrocinado pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, OS PORTUGUESES NO MUNDO. Mas não tem certezas ... E esta mensagem, em tempos difíceis, se conseguir ajudar a reflectir um ou outro português, já terá cumprido os seus propósitos. E mais não escrevo.A não ser a propósito de eventuais comentários aqui expressos em local próprio. Entretanto, segue cópia para o popular FACEBOOK - agora.
PENSAR:
- Aceitas AQUI uma função diferente daquela em que te consideras especializado: SIM ou NÃO? Se sim e a paisagem estrangeira quotidiana, enquanto tal, não faz parte dos teus raciocínios culturais, porque é que emigras?
- O passado que te foi (ou vai ser) eventualmente legado merece, na hora da decisão, uma última reflexão ou não?
- O que é fizeste no teu país de origem para evitar a ideia de EMIGRAR, no sentido económico da palavra?
Melhor é viajar, ir e voltar. ESGOTAR os raciocínios possíveis. Reflectir. Em lado nenhum ninguém dá nada sem receber.
Pergunte-se aos IMIGRANTES porque é que o são ...
Há um local em Lisboa onde a pergunta pode ser feita: Martim Moniz, por exemplo.
"É um assunto polémico ..." - dirás.
"Será! Mas pior é não ter a CORAGEM da reflexão sugerida, apenas sugerida."
* O escriba desta mensagem é também autor do livro, patrocinado pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, OS PORTUGUESES NO MUNDO. Mas não tem certezas ... E esta mensagem, em tempos difíceis, se conseguir ajudar a reflectir um ou outro português, já terá cumprido os seus propósitos. E mais não escrevo.A não ser a propósito de eventuais comentários aqui expressos em local próprio. Entretanto, segue cópia para o popular FACEBOOK - agora.
quarta-feira, 27 de maio de 2015
Manuel da Costa - o organeiro que a Gulbenkian deixou emigrar
Um forte e saudoso abraço, caro Manuel da Costa,
- que se reafirma no meu/nosso livro ENTRE VISTAS nos Arredores das Montanhas Azuis, aí começado, nessa Austrália da minha saudade
- que se reafirma no meu/nosso livro ENTRE VISTAS nos Arredores das Montanhas Azuis, aí começado, nessa Austrália da minha saudade
This instrument, like many more, was built by those who owe my coming to Australia, who always maintained their competence and professional credit in construction and pipe organ restoration in this country. With it I was privileged to have worked, and still maintain a great and reciprocal friendship. Although for health reasons he is already retired for a few years ago, may God keep him for several more years, since age does not forgives us! ( Forgive my English and my poor translation).
Este instrumento, como muitos mais, foi construído por quem devo a minha vinda para a Austrália, pessoa que sempre manteve a sua competência e crédito profissional na construção e restauro de órgão de tubos neste país. Com ele tive o privilégio de ter trabalhado, e de ainda hoje manter uma grande e recíproca amizade. Apesar de por motivos de saúde já se encontrar retirado há alguns anos, que Deus o mantenha entre nós por mais alguns anos, pois a idade não nos perdoa!
Este instrumento, como muitos mais, foi construído por quem devo a minha vinda para a Austrália, pessoa que sempre manteve a sua competência e crédito profissional na construção e restauro de órgão de tubos neste país. Com ele tive o privilégio de ter trabalhado, e de ainda hoje manter uma grande e recíproca amizade. Apesar de por motivos de saúde já se encontrar retirado há alguns anos, que Deus o mantenha entre nós por mais alguns anos, pois a idade não nos perdoa!
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Dominguizo - Cartas da saudade de e para França
Minha querida Amiga, é com a maior ternura que leio as mensagens que a seguir se transcrevem. BEM-HAJA! Gostei muito do que escreveu sem perder o essencial do vocabulário português, depois de tantos anos em França. Formidável! Vou responder-lhe, também, mais tarde, via FACEBOOK. O meu abraço.
Se cada um fizer o seu melhor sao as palavras que ressento e justas .MUITO OBRIGADA SENHOR Marcial ,como deichei Dominguizo em1969 ,garota com 13 anos Dominguiso era uma aldeia muito especiale ..Dominguizo é uma aldeia maravilhosa !! Adoro nosso Dominguizo sou neta de MARIA PAIS no céu esteja.Em 1969 havia muito comerciante envejozos uns dos outros .Desculpe meu vocabulario pobrizinho ,meus pais raptarao me a Portugal quando emigrarao ,pois andava a estudar ,fiz o segundo ano e vim para França.SO minha prima Graça Sardinha é que sabe o meu sofrimento ,sei que faço erros à escrita desculpe
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Tenho dificuldades a exprimir me ,a cultura foi pouca ,li pouco a lingua portuguesa .FELICIDADES!! SAUDE é O meu desejo para o SENHOR"
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sábado, 26 de abril de 2014
Emigração
| depois "disto", milhares e milhares de palavras ... |
"Aqui e agora", a primeira coisa a fazer é, antecipadamente, pedir desculpa pela ousadia de p´ra aqui trazer mestre Vergilio Ferreira, como quem vai a tribunal justificar-se ... Mas eu preciso de continuar, e continuar sempre, continuar estas conversas de jardim, onde tudo e nada é tema ... Como em Mestre Vergílio Ferreira que, depois de ter tentado acabar com as centenas de dissertações escritas na sua CONTA CORRENTE (cinco volumes), voltou "ao mesmo" com quase outro tanto, intercalado por um PENSAR de quase quatrocentas páginas... Tinha muito para dizer e chamava-se VERGÍLIO FERREIRA, dir-se-á. Professor. MESTRE, sem dúvida. Mas ...
Aqui há uns 40 anos escrevi porque me pareceu oportuno. Hoje fotografo o que então alinhavei e publiquei em À Sombra da Minha Latada. Porquê? Porque a experiência então só imaginada pode estar aí não tarda ... E a NET é boa companheira... Vejamos:
sábado, 25 de janeiro de 2014
Os Portugueses no Mundo - uma Cultura a Preservar ( III )
Satisfeita a ideia de juntar "representantes" das diferentes comunidades portuguesas espalhadas, na época, por todo o mundo, terá acontecido ENCONTRO e, num caso ou noutro, amizade para perdurar ignorando fronteiras, mas a POLÍTICA, ao tomar conta de tudo, saiu de barriga cheia, talvez tenha tomado um ou outro apontamento, mas ... mas não consta que, anos passados, algo idêntico tenha acontecido para que a lusa INTELIGÊNCIA dispersa se tenha reencontrado - para Portugal ficar maior, na Inteligência geral de que foi maternidade.
É assim.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Os Portugueses no Mundo - uma Cultura a Preservar (II)
E, depois do cartaz que anunciou o acontecimento que aqui se vai recordar, a proposta M.A. acima (enquanto autor da ideia do Encontro), que, por coincidência, tinha sido também apresentada pelo Prof. Agostinho da Silva (ausente em Lisboa) e que, "por isso", nem sequer foi citada.
Houve, no entanto, um gesto simpático do Dr. João Alves das Neves (Brasil), a propósito do livro Os Portugueses no Mundo, que não foi votado ... porque o sr. secretário de Estado estava com pressa para apanhar o combóio ... que o transbordaria para o "seu" Algarve.
Numa palavra, em acontecimentos tais, ou se é já parcela política "da coisa",
ou tem que se estar preparado para entrar mudo e sair calado ... Foi o caso. Os "tubarões", à procura do louvor "carreirista", trocidam quem quer que apareça "de fora" - por muito AUTOR que tenha sido ...
A verdade é que (vistas à distância, a minha e idêntica proposta do Prof. Agostinho da Silva)
Portugal não tem o
CENTRO DE CULTURA LUSÍADA
sugerido, em separado - por duas vozes.
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Os Portugueses no Mundo - uma Cultura a Preservar (I)
Onde mal se conta a história breve da assembleia quase geral (no Porto) do contemporâneo Peito Ilustre Lusitano no Mundo e quase não se refere a pressa do Senhor Secretário de Estado da Emigração de então, no dia de encerramento do Encontro, para apanhar uma ligação de combóio para o Algarve...
Aqui, talvez a partir de amanhã.
segunda-feira, 16 de dezembro de 2013
Emigração ou migração?
Se o território é geograficamente escasso em quilómetros para a gente que nele nasce, a emigração não é um mal, é um desafio.
Se o território é economicamente pobre para a quantidade de pessoas que nele nasce, a emigração não é um mal, mas pode ser uma necessidade.
Se o território é, de sua natureza, pequeno para acolher dignamente a cultura gerada em séculos de existência, onde está o mal no "cantar" e espalhar por toda a parte o que se sabe?
Se as teses políticas dominantes em determinado território são contrárias às que cada um acha serem as melhores para o território onde nasceu - ou luta por melhores políticas ou tenta exercer a liberdade de as procurar onde as tiver como boas, onde está o erro?
O que não se pode, não deve, é dizer, proclamar, que a emigração é culpa de A ou B. Para os portugueses, viajantes, gente convivente com toda a gente, capaz de se organizar em toda a parte em verdadeiras comunidades, EMIGRAR, não sendo a melhor coisa, por querer, bastas vezes, dizer adeus à lareira familiar, pode significar "apenas" uma forma de crescimento do bolo material ou cultural.
Salazar terá glorificado a emigração pelas piores razões. Acredito. Mas não é exemplo ...
Prefiro pensar na difusão da língua, na cultura da Cultura e ficar à espera que Camões, Eça, Saramago e tantos outros, não morram da pior das mortes que é o esquecimento. De esquecimento e doutras doenças.
Uma União Soviética, por exemplo, desmembrada (para citar um caso recente de "emigração", no caso, política, não foi o esfacelamento da Cultura Russa. A China, enorme, não cabe no espaço que tem no planisfério, mas, aqui a dois passos de minha casa há micro-Chinas com fartura ... E a maior parte come com pauzinhos ...
Mas, quem lê, quer uma conclusão para este paleio de jardim?
Não sei. O que julgo saber é que, do que conheço (e conheço algumas) as comunidades portuguesas no estrangeiro, em regra, vivem felizes - e são Portugal no SER e no ESTAR. E isso é Património Nacional.
Com Sócrates, com Passos, sem o vizinho, com o vizinho ... Na maior parte dos casos.
Aproxime-se quem escreve e justifica o que escreve.
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Migrar ou emigrar, eis a questão
Não sei se alguém acredita, mas a ser assim, estamos salvos: Portugal, enquanto mercado de trabalho, é o espaço comunitário que começa à beira Atlântico e vai por aí fora até ao extremo mais longínquo da Europa dirigida a partir de Bruxelas. Esta é (não sei se é...) a versão oficial, de um funcionário de um luso Centro de Emprego, por acaso, localizado em Portugal.
Esgotada, por velha e inadaptada, a palavra emigração só é válida fora do espaço europeu combinado, por ironia, em Lisboa (Tratado de Lisboa?). Portanto, é uma questão de ir ao planisfério e ver onde é que não existe a velha CEE e agregados posteriores para, finalmente, SER EMIGRANTE.
Posto que, posto que, segundo um porta-voz de um luso Centro de Emprego, por sua vez, porta-voz do Governo de Portugal, por sua vez, porta-voz de Bruxelas, um portuga viver, por exemplo, em Paris ou em Atenas é, na prática, o mesmo que viver em Portugal.
Donde, quando na televisão, por exemplo, se fala de emigração portuguesa, tem que se estar a falar de saída do espaço físico da CEE. Donde, portuguesas e portugueses, quando tiverem problemas de emprego não emigrem à moda antiga ... saiam dos arredores do Portugal antigo e procurem trabalho, por exemplo, na Grã-Bretanha, ou na Bélgica, ou na Grécia, ou na Irlanda, que é o mesmo que estar em Vila Franca de Xira ou em Arraiolos, por exemplo.
Parece que foi assim decidido aquando do citado Tratado de Lisboa, liderado por ... (não me lembro). O que quer dizer que Portugal, se quiser, pode baixar drasticamente as suas alarmantes, e oficiais, estatísticas ... Com efeito, registe-se: EMIGRANTE É TODO AQUELE QUE, TENDO, POR EXEMPLO, NASCIDO EM FORNOS DE ALGODRES, VIVE E TRABALHA FORA DO ESPAÇO C.E.E..
Donde, em princípio, com o mal assim distribuido pelas aldeias, em Portugal, propriamente dito, estatisticamente, somos um povo com PLENO EMPREGO - ou quase. É só aplicar o Tratado de Lisboa, do tempo do Prof. Sócrates e pode estar tudo resolvido ... Ou quase, que isto para lá de Vilar Formoso, ao que dizem, também não está brilhante... Por isso mesmo, o melhor, o melhor, pensando bem, é dar uma palavrinha à senhora Merquele, que é, dizem, um pessoa muito dada ...
sábado, 2 de novembro de 2013
Medalha no Luso Peito
Uma Cultura a Preservar *
Sem complexos, não se festejou, obviamente, a necessidade física e psicológica de partir. Sublinhou-se o luso e nobre comportamento dos que, tendo partido, ficaram ... E honraram, e honram, as origens com o seu comportamento, saber estar e ser.
* Ler nesta RUADOJARDIM mensagens
de
23 de Dezembro de 2009
10 de Janeiro de 2011
e
8 de Fevereiro de 2012
Sem complexos, não se festejou, obviamente, a necessidade física e psicológica de partir. Sublinhou-se o luso e nobre comportamento dos que, tendo partido, ficaram ... E honraram, e honram, as origens com o seu comportamento, saber estar e ser.
* Ler nesta RUADOJARDIM mensagens
de
23 de Dezembro de 2009
10 de Janeiro de 2011
e
8 de Fevereiro de 2012
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
"A Gaiola Dourada" - um filme bem feito e premiado
Os portugueses em Paris: a "esperteza" de ser porteiro/a nas zonas chiques da capital francesa para conseguir viver, apesar de tudo, numa Gaiola, com a vantagem de ser doirada ... E daqui se parte para o "convite", eventualmente desnecessário, para quem quer que, português, ou não, esteja a ler "isto", não deixe de tentar ver o filme onde, com bom humor, é tratado com alguma profundidade numa longa metragem premiada, falada em francês, mas (bem!) legendada em português. É um retrato do que somos quando emigramos ... No caso, para a capital francesa, "garantindo" casa de luxo, trabalho com "gente fina" e a sensação, por certo, de que o que nos rodeia é, de facto, doirado ... Até, pelo menos, o momento em que, fartos de tanto fingimento, de tanta hipocrisia, regressamos ao rio que nos viu nascer ... Apesar de tudo, quase triunfantes aos olhos de quem nos irá receber nas origens.
Há quem diga que sucedemos na gaiola (dourada) aos espanhóis, mas a verdade é que, pessoalmente, já há dezenas de anos que conheço esta espécie de Gaiola Dourada portuguesa, que proporciona a eventual sensação de ser rico por servir a riqueza ... Com algum ridículo, talvez, mas (ir) vivendo até que o cheiro a Douro, por exemplo, de repente, volte a ser a atmosfera do quotidiano, mais ou menos remediado ... Mas altivo nos modos, quiçá, novos, "impostos" pelo doirado da Gaiola longínqua que, na Lusa Casa, se imagina.
terça-feira, 12 de março de 2013
Emigrar para Londres
De um "e-mail" recebido, o preâmbulo. Basta o preâmbulo para perceber ... o que podem esperar os que ousam emigrar para Londres, às vezes, tendo como única "bagagem", além de meia dúzia de peças de roupa, o "arranhar" a língua que se fala e ... e uma merenda para um dia ou dois ...
domingo, 18 de novembro de 2012
EMIGRAÇÃO - quem é o Dono do Casino?
"Entre 30 a 35 milhões de pessoas deixaram a Europa no século XIX para se estabelecerem noutros continentes. O número de emigrantes subiu de 310 000 em 1820 a 2,5 milhões em 1840 e a mais de 7 milhões em 1880. Na primeira metade do século XIX, o Reino Unido e a Alemanha forneceram a maioria dos emigrantes."
"(...) O facto da emigração crescer em seguida a uma depressão económica sugere que a decisão de mudança para um novo país era fortemente influenciada por uma determinação de fugir ao desemprego, à pobreza, ou mesmo à fome. Todos os tipo de trabalhadores emigraram: camponeses irlandeses e escoceses, tecelões manuais ingleses, pequenos proprietários do Sudoeste da Alemanha, e também artífices e operários fabris das regiões industriais." *
Entretanto, o mundo mudou, claro, mas ...
mas estamos no século XXI, ano 2012º do novo milénio. O que é que fizeram a "isto"? Estamos a deixar fugir, por exemplo, os universitários, e outros, que pagámos? Que raio de Europa temos? Será que passou a jogar-se por baixo da mesa, fundamentalmente, em grandes tabuleiros amarelecidos ou noutros guardados, desde o final do século passado, à espera de vez?... Quem é (quem são), afinal, o(s) Dono(s) do Grande Casino? Não estou a ver isto com bons olhos ...
* A Revolução Industrial (W.O. Andersen)
"(...) O facto da emigração crescer em seguida a uma depressão económica sugere que a decisão de mudança para um novo país era fortemente influenciada por uma determinação de fugir ao desemprego, à pobreza, ou mesmo à fome. Todos os tipo de trabalhadores emigraram: camponeses irlandeses e escoceses, tecelões manuais ingleses, pequenos proprietários do Sudoeste da Alemanha, e também artífices e operários fabris das regiões industriais." *
Entretanto, o mundo mudou, claro, mas ...
mas estamos no século XXI, ano 2012º do novo milénio. O que é que fizeram a "isto"? Estamos a deixar fugir, por exemplo, os universitários, e outros, que pagámos? Que raio de Europa temos? Será que passou a jogar-se por baixo da mesa, fundamentalmente, em grandes tabuleiros amarelecidos ou noutros guardados, desde o final do século passado, à espera de vez?... Quem é (quem são), afinal, o(s) Dono(s) do Grande Casino? Não estou a ver isto com bons olhos ...
* A Revolução Industrial (W.O. Andersen)
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
"Os nossos" falaram de si na Austrália ( VII )
| à direita da fotografia |
"... sou carpinteiro de tudo. Na parte de carpintaria, é tudo ... Tudo o que ajuda a alinhar trabalhos, tudo ...
- Se não sou indiscreto, quanto é que custou a sua casa em Camberra?
- A minha casa está hoje avaliada num milhão e meio de dólares. Talvez, com terreno e tudo, me tenha custado um milhão e cem ...
- Há quantos anos?
- Há dois.
- Com o dólar a ...
- Tem oscilado entre os 105 e os 120 escudos. Anda por aí ...
- Além dessa, tem aqui outras propriedades?
- Tenho. A residência do embaixador é minha. Está avaliada quase no mesmo ...
- Quanto lhe pagam de renda por essa residência?
- 76 000 dólares/ano."
1999
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
"Os nossos" falaram de si, na Austrália ( VI )
"Tenho quase 100 anos, nasci na rua da Palma, em Lisboa. Meus pais eram comerciantes numa casa de frutas, na rua dos Douradores. Vim para a Austrália depois de estar em Timor, como deportado social, com os primeiros proscritos da Ditadura Militar. Exerci diversas profissões. Entre elas, estucador e vendedor de estatuetas. Depois, aqui, fui servente de cozinha, cozinheiro de segunda classe. Fui tudo. Tentei tudo. Mas não quis ser militar. Nunca acreditei na tropa."
domingo, 14 de outubro de 2012
"Os nossos" falaram de si na Austrália ( V )
"Sou ex-gerente de uma companhia de navegação, ex-empregado por conta própria, tradutor e intérprete, inspector da imigração australiana, ex-presidente da Comissão da Comunidade Portuguesa na Austrália, mas estou neste país por amor. Amor à minha mulher que é australiana; amor a um país por que me enamorei. Deixei no Funchal negócios em que movimentava centenas de milhar de dólares por mês para dar resposta a motivações mais fortes.."
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
"Os nossos" falaram de si na Austrália ( IV )
Continua a haver por aí gente a pensar em emigrar para a Austrália? Sim?
"Oiça" um barbeiro que entrevistei em Sidney, em 1999:
Tenho 53 anos. Nasci no concelho de Leiria e nunca me vi noutra profissão que não fosse a de barbeiro - lavando cabeças, cortando cabelos, fazendo barbas e ... convivendo com os meus clientes.
Uma das razões para que tivesse emigrado nasceu das dificuldades económicas, das fracas possibilidades de futuro que então se verificavam em Portugal para a classe operária.
Creio que, para ganhar a vida, a Austrália continua superior a Portugal. No entanto, no capítulo da educação, o nosso país está melhor do que a Austrália, porque aqui há muita liberdade e a juventude, por vezes, não procede como os pais desejariam que procedesse ...
"Oiça" um barbeiro que entrevistei em Sidney, em 1999:
Tenho 53 anos. Nasci no concelho de Leiria e nunca me vi noutra profissão que não fosse a de barbeiro - lavando cabeças, cortando cabelos, fazendo barbas e ... convivendo com os meus clientes.
Uma das razões para que tivesse emigrado nasceu das dificuldades económicas, das fracas possibilidades de futuro que então se verificavam em Portugal para a classe operária.
Creio que, para ganhar a vida, a Austrália continua superior a Portugal. No entanto, no capítulo da educação, o nosso país está melhor do que a Austrália, porque aqui há muita liberdade e a juventude, por vezes, não procede como os pais desejariam que procedesse ...
terça-feira, 9 de outubro de 2012
"Os nossos" falaram de si na Austrália ( III )
"Tenho 39 anos de idade, sou advogado, e vim para a Austrália com 10. Meu pai, em Portugal, era carteiro na vila da Fuseta, e minha mãe tinha uma lojazinha. Contudo, o dinheiro que ganhavam revelava-se escasso ... Foi então que ouviram falar na Austrália enquanto país de oportunidades, país em que as pessoas, em poucos anos, podiam conseguir muito dinheiro e depois regressar a Portugal com a sua situação económica melhorada. Meu pai chegou aqui, por isso, com a ideia de ficar três ou quatros anos ... Entretanto, todos começámos a gostar disto ..."
"Sou natural da Madeira, chamo-me José Pereira, tenho 36 anos de idade e nove de Austrália, onde comecei por fazer a limpeza do açougue de um português. Hoje trabalho em negócio próprio ... 16 horas por dia como fabricante de enchidos "à portuguesa".
"Quando aqui cheguei era trabalhador, como ainda hoje sou. O meu primeiro emprego foi na siderurgia. Depois, ao fim de seis meses, fui trabalhar com cimento para um empreiteiro. Estive nesse patrão cerca de cinco anos. Dai para cá tenho trabalhado numa empresa que fabrica betão. Estou lá há 36 anos, na mistura de cimento para obras de construção civil. Mas tive dificuldades de inserção: por exemplo, só falava português e era preciso dominar o inglês. Custou-me muito!... Nos primeiros meses, chorava ... Não havia sequer portugueses nesta zona. Éramos apenas meia dúzia..."
in "Entre Vistas nos Arredores das Montanhas Azuis", apoiado, nomeadamente, por "Comunidades Portuguesas", Fundação Oriente, Câmara Municipal de Loures, Comissão dos Descobrimentos.
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