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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Cemitério de estátuas em Bissau

Não sei se o sr. Primeiro-Ministro português, agora em Bissau, vai ou não, em visita particular ou oficial ao "cemitério" de estátuas dos portugueses ilustres que "fizeram" a Guiné-Bissau. O que sei é que, há um bom par de anos, simpático, o motorista da nossa embaixada na capital guineense, a certa altura, acercou-se de mim no seu "jeep" de serviço, parou e, num repente, disse-me:

- Entre rapidamente que vou mostrar-lhe uma "coisa" ...

Não pestanejei, percorremos cerca de um quilómetro e ... na, altura, em perfeita desordem, vi ... Vi Portugal no lixo ... 

Entretanto, o anos passaram e, ao que julgo saber, o "cemitério" foi objecto de "decência" e ... e, já não fará, digo eu, corar de vergonha, a pele acastanhada do Dr. António Costa, filho da minha antiga colega na Sociedade Nacional de Tipografia ("O Século"), Drª Maria Antónia Palla, que nunca mais vi, a não ser na televisão, numa das óbvias cadeiras de honra a que o cargo actual do filho António lhe confere.

É a vida. São os "sapos" que se engolem - para que a paz possível se instale e, no caso, um museu ao ar livre tente salvar a face. 

É a história: também Carmona, por exemplo, que foi presidente de Portugal e teve estátua em Lisboa (Campo Grande), vive agora, recatado, uma espécie de exílio no Museu da capital portuguesa. E, dizem, era bom homem ...

É assim na dança da política: os pedestais são quase sempre empréstimos ...


segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Apanhados: D. Luís, na Covilhã

A estátua que se vê na imagem é de D. Luís - aflitinho para verter águas ...

sábado, 30 de novembro de 2013

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Eça no Largo Barão de Quintela, em Lisboa, conforme molde

Passei lá ontem. No Largo Barão de Quintela, em Lisboa. Onde, de pedra, esteve a estátua que, há uns anos, passou para o Museu da Cidade, na intimidade de um canto dos seus jardins - como veio ao mundo e quiseram "matar", não, por certo, por "o romancista olhar por cima do ombro, com ar meio farto, meio divertido" (Aquilino Ribeiro in "Um escritor confessa-se") ou "por olhar os (...) que se sentavam (...) nas cadeiras do poder com insuperável nojo" (Maria Filomena Mónica in "Eça de Queirós"). Agora, no mesmo espaço ajardinado da obra primitiva, está o bronze que os moldes produziram. Está a indústria (melhor do que nada) para quem gostou assim-assim do Eça ...

Olhem, a propósito, os budas, os budas da Rota da Seda, coitados ... Ao menos, entre nós, o fanatismo tem dias: aqui, a pedra pode virar bronze ... E o bronze, se incómodo, até pode ser, não fundido, mas re ... recuperado para ... para o Museu da Cidade, onde "repousa" à sombra, por exemplo, um Carmona, um dos ex do"antigamente". E pode repousar, um dia ... (não, não digo ... Mete política ...).


Somos assim. Do mal o menos.































domingo, 4 de agosto de 2013

No cavalo de DomZé, a perna direita era a torta-e assim continua*

* depois da "operação" de "limpeza de pele", em Lisboa-Terreiro do Paço






































A propósito, ou não tanto ...

António Caetano, conheci-o bem (fica a homenagem) era uma espécie de enfermeiro das bestas da Câmara Municipal de Lisboa. Nanja desta, nem doutras em pedra ou bronze (para a do Terreiro do Paço, os saberes tinham que ser outros ...).

Aqui houve, por certo, profundo tratamento à pele, com todas as vacinas, e demais cuidados...
De resto, tratava-se, não de uma qualquer besta camarária como as de que Caetano zelava,  mas da real montada de D. José, monarca do tempo do Marquês de Pombal ... 

Parabéns, senhores "veterinários"! O animal parece agora de boa saúde e capaz de resistir a tudo, mas tudo o que, por certo, à sua volta, o futuro lhe reserva ... Inclusivé a presença, ao seu redor, de "escritores", os mais diversos, que, à falta momentânea de papel, sejam tentados a escrever coisas na pedra, em nome, dirão, de DomZé.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Lisboa: estátuas de Eça de Queiroz-original e réplica














Aquilino e a estátua a Eça de Queiroz: 

"As gazetas anunciaram a inauguração da estátua de Eça de Queirós (Queiroz?) e fui assistir. A mulher nua abria braços roliços no meio do largo, debaixo das palmeiras. O romancista olhava para ela, por cima do ombro, com ar meio farto, meio divertido, à maneira do tetrarca para Herodíade, depois que acabou de dançar e se chega a pedir o galardão. O nome de Eça eu só o conhecia de ouvido. Era um voluptuoso? Um escabichador do real? Escritor da Verdade ... Bem certo que há um grande sortido de pequenas verdades, ao gosto do freguês. Quando houvesse um só conceito, ter-se-ia atingido o sumo grau da sabedoria, o mesmo é que subir qualquer bigorrilha ao pico mais alto do Himalaia."

Com direito a Himalaia ou não, Eça-estátua, Eça-A Verdade tem hoje duas estátuas rigorosamente iguais na cidade de Lisboa. Uma, a verdadeira, nos jardins do Museu da Cidade, no Campo Grande. Outra, igualzinha, no Largo Barão de Quintela, onde Aquilino viu a que está agora no Museu, porque ali (e ninguém fala disso), está uma cópia - em bronze, que para os sucateiros é mais valiosa, mas ... mas mais difícil de mutilar ... como aconteceu ao seu original agora recolhido desde (?) - em tempo de vândalos ... Rever "post" de 4 de Fevereiro último ("Vandalismo-Lisboa").

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O cauteleiro

Foi uma surpresa, confesso: "de repente", como por magia, vinda das profundezas de Lisboa, eis que surge, como se fosse gente, uma estátua em tamanho natural a propor-nos um vigésimo para a lotaria nacional, ali a dois passos onde os sorteios acontecem. Isto em 1987.

Quem é o autor, a autora? A resposta vem pronta após telefonema para a Câmara Municipal de Lisboa: Fernanda Assis.

"Gostava de falar consigo..." - disse-lhe na primeira oportunidade.

Combinámos encontro no Palácio dos Coruchéus, em Lisboa, no "atelier"em que mestre Soares Branco, seguindo modelo humano, dava então forma ao monumento a Joaquim Agostinho que, mais tarde, "apareceria" numa avenida de Torres Vedras.

Percebi a satisfação de Fernanda Assis, recordo-me bem, por a terem procurado. E lá lhe disse o que continuo a pensar: a alegria de convívio com uma estátua que era/é da nossa/minha altura, que tem os pés no mesmo plano que eu, e que está ali, permanentemente - para o que der e vier...

Associo e lembro agora a "festa" das esculturas "nascidas" do chão que, com o sorriso, vi mais tarde, à porta do Museu Vazarely, em Budapeste. Sem vigésimos nas mãos, mas com a alegria estampada no moldado do bronze... E a mesma vontade de comunicar.Talvez até mais exuberante. Mas isto é um aparte...

Chateiam-me aquelas estátuas com cavalos enormes e cavaleiros valentes - lá nos píncaros da sua desumana grandeza... Aposto que são esses os modelos desejados, mesmo sem cavalo, por muitos políticos da nossa praça...

Ao menos, o do Largo da Misericórdia, em Lisboa, terá um viségimo branco, sim,  mas está ali ao nosso nível. Sem cavalarias altas... Sem ganhar nada...

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