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quinta-feira, 6 de agosto de 2015

sábado, 2 de maio de 2015

António Valdemar, bem-haja!





Nos 90 anos de Maria Barroso, que felicito, uma palavra para o autor do que aqui se transcreve parcialmente,

ANTÓNIO VALDEMAR,*

que não esqueço e saúdo, nomeadamente, por ter tido a amabilidade de me apresentar ao 

prof. Agostinho da Silva, de gratíssima memória








"A voz mantém a energia para transmitir a exaltação e o protesto da Ode à Liberdade de Jaime Cortesão que, ao longo de décadas, fez vibrar milhares de pessoas em espectáculos públicos, ao ouvirem esse manifesto de repúdio ao “ódio fanático dos bonzos”, ao “ciúme vil dos fariseus” e para louvar “a cada novo dia e duro preço”, o “sopro e a lei da criação”.
Os olhos continuam despertos para o mundo que a rodeia e exige a partilha de compromissos de solidariedade para transpor a incerteza, a violência, a desigualdade e estabelecer uma cultura de justiça, de tolerância e dialogo.
Chama-se Maria de Jesus Barroso Soares e hoje completa 90 anos de uma vida intensamente vivida. Familiares, companheiros de luta, antigos alunos e muitos outros amigos celebram este aniversário para lhe testemunhar gratidão e apreço, pelo muito que devem, ao seu estimulo afectuoso que nunca falta nas horas boas e más.
Tem uma presença actuante, na vida cultural, na intervenção cívica, na militância politica, na orientação pedagógica de várias gerações, desde a segunda metade do século XX e que se projecta nos dias actuais. Sempre com a mesma determinação e coragem. Maria Barroso fez o curso no Conservatório sendo aluna de grandes mestres como, por exemplo, Maria Matos e Alves da Cunha. Ingressou no elenco do Teatro Nacional, na companhia de Amélia Rey Colaço/ Robles Monteiro e logo se distinguiu, como uma das melhores e maiores actrizes da sua geração. Ficou memorável a interpretação na peça de José Régio Benilde e  muitas outras representações suas. O talento de Maria Barroso evidenciou-se, também, no cinema, em vários filmes de Paulo Rocha (Mudar de Vida) e de Manoel de Oliveira (Le Soulier de Satin, de Sartre,Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco e, na Benilde ou a Virgem Mãe, de Régio que já havia sido um dos seus grandes êxitos teatrais.
Ao mesmo tempo que estudou no Conservatório, tirou o curso de História e Filosofia da Faculdade de Letras de Lisboa. Um dos seus mestres inesquecíveis foi Vieira de Almeida que fez da cátedra, uma tribuna de combate à rotina, à mediocridade e ao pensamento único. Incutia, em cada aluno, a responsabilidade ética, a ousadia, a inovação e o imperativo da mudança, para transformar o Pais mergulhado em estruturas arcaicas (...)"
* Jornalista

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Portalegre: José Duro e o Programa Polis

Na Corredoura, em Portalegre, durante décadas, José Duro, poeta da terra,  recebeu a homenagem que lhe era devida, num simples banco de jardim, ao gosto de uma época. E assim o povo o lembrou durante décadas. Bem!

Eis senão quando chega o Programa POLIS e, numa visão eventualmente cheia de boas intenções, acaba com o banco que o fazia presente e, em local poético, talvez, recorda-o num discreto painel que tinha lá tudo: versos seus, medalhão seu e ... e o recato poético, a intimidade que, eventualmente, lhe estaria adequada ...

Só que lhe faltava a tradição, o contacto vivo e quotidiano com a terra, com as pessoas que o inspiraram. E houve protestos, que se percebem: quando se faz novo é sempre preciso pôr-lhe fundações (também culturais) sob pena de se construir no vento...

As imagens ajudam a contar a história ...


Em nome do "progresso", este banco desapareceu e deu lugar à imagem seguinte - com texto alusivo ao poeta ...





O protesto popular, pôs,entretanto, tudo no sítio: ao lembrete em betão foi tirado o texto em bronze,
 e,
em sua substituição, voltou o
banco a que o povo consagrara todo o seu carinho ...


Agora está assim. BEM! Sem atraiçoar nada... Ainda que a dispensar pinturas novas...
Isto é, quando o chamado progresso esquece a tradição, o Zé protesta e ...

sábado, 15 de janeiro de 2011

1974 - Laura Alves disse...

Laura Alves disse, confessou (dias antes do 25 de Abril de 1974):

"...nunca tive poder de escolha, nem tal nunca me interessou. Tenho sido (foi) apenas uma máquina de fazer dinheiro para o empresário (Vasco Morgado, seu marido), para quem trabalho para fazer face aos encargos. Considero-me assim como tendo estado ao serviço de uma empresa, o que não me dói, dado que o fiz com um certo desportivismo e também porque não vim para esta profissão por amor. (...) O amor é um sentimento muito sério e por isso não quero colaborar nessa mentira ao dizer que amo o teatro. Amo, sim, o respeito pelos colegas e a disciplina em palco."

Sim: o "Jornal Novo",por exemplo,lembro-me bem, ficou a dever-lhe o ENTUSIASMO, a GARRA com que, juntamente com seu marido, deu tudo para que o velho Monumental fosse também, por horas, a nossa casa.

Gilbert Bécaud - "O Senhor 100 000 volts"

Repousa, desde Dezembro de 2001, em Paris, no Père-Lachaise. Era um actor e cantor vibrante, que aqui se lembra, lembrando o seu público - como ele o via:

"Uma senhora, algumas senhoras com "visons" e jóias, um canalizador, uma costureirinha de 15 anos, bonitinha, um padre com ou sem sotaina e a sua noiva, três prostitutas apaixonadas por Amade (que já deve estar farto, mas...), um empregado do banco e o seu director, um esquerdista sem voz, talvez o general Massu, um "travesti" com peruca, algumas freiras, algumas capelistas, alguns capitalistas, alguns motoristas aselhas e alguns motociclistas, e também alguns escroques, polícias, poetas, deputados, a minha mulher e os meus filhos."


"- Como os convence?

- Nunca se chega a convencer ninguém...É raro haver um verdadeiro diálogo..."

Fez há dias 10 anos que ... que se acendeu a saudade do seu cantar arrebatado. Que se ouve. No solilóquio do Père-Lachaise.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Dominguiso - proposta de homenagem


Recôndito não é. Fica ali quase à ilharga da Covilhã, a menos de uma légua do Tortosendo, na Beira Baixa, ou, como gosto de dizer, nas Traseiras do Litoral, que é, para quem vive em Lisboa, uma forma de estar mais perto... Chamam-lhe DOMINGUISO.


Porquê? A modos que, ao certo, ninguém sabe. Eu próprio, quando era um pouco mais do que gaiato, andei pela Torre do Tombo a tentar saber coisas, mas falhei os desígnios... Não é importante. Sobretudo, para o que aqui me traz a estas Traseiras dos Saberes...


A terra, a fama que tem, deve-a, que se saiba, aos Farrapeiros que lhe deram estátua a glorificar décadas de trabalho. Ecológico, dir-se-ia hoje (bravo, presidente Simões de Almeida, a quem, penso, se ficou a dever a iniciativa).


Mas, sejamos justos: a nível económico, o Dominguiso é bastante mais do que isso. Podia, quase sem ajuda, listar nomes e ser sempre razoável.


Elejo, no entanto, Ezequiel Guilherme. Ezequiel Guilherme, homem simples, em tempo áureos, rival de muitos outros nos negócios e, até há bem pouco tempo, comerciante do tudo e do quase nada... Símbolo do trabalho que se dá como exemplo, às vezes, quase a anedota, mas sempre o esforço na saúde da concorrência.


Diz-se que, sem carta de condução, andou por montes e vales durante mais de 20 anos, mas uma coisa não são histórias: são os seus filhos (cinco) que, na região, honram a ascendência e são conhecidos também como gente grada (à qual não me liga nenhuma dependência, sublinhe-se) na área agro-alimentar, na hotelaria, na vinícola.


"Tranca da Barriga" é vinho com prestígio crescente; turismo na Serra da Estrela, conhece-o quem ama o ar livre e os desportos da neve; supermercados, quando não são, foram seus e deixaram marcas. A bondade das cerejas, famosas no país, são com eles uma evidência, mas é, sobretudo, o TRABALHO com passado que diz tudo.


Dezenas de anos de esforço familiar merecem uma homenagem pública simples a Ezequiel Guilherme. Sem mais rodeios, uma sugestão que pode ser um Acto de Cultura:


o nome de Ezequiel Guilherme para uma das ruas do Dominguiso, onde nasceu e foi inspiração para filhos que o honram e tantos outros.


"Cantando espalharei por toda a parte". E aqui fica, sem segredos, a sugestão, com destino à presidência da Câmara Municipal da Covilhã; presidente da Junta de Freguesia do Dominguiso; José Venâncio; Notícias da Covilhã; Jornal do Fundão; Rádio Beira Interior.


E, como é obvio, para os filhos de Ezequiel Guilherme de que não tenho endereço electrónico.


Com abraço cordial que a todos abranja. Marcial Alves.

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