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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Fazer haraquiri quer queira, quer não ...






Hoje tudo é p'ra ontem. Há quem diga que se "morre do mal da pressa".

É claro que, salvo raras excepções, já deixámos de andar de burro ou de carroça, mas, ao fabricarmos carros de alta cilindrada, por exemplo, estamos a esquecer-nos de que, não obstante as melhorias administradas nas rodovias, carros são carros e aviões são aviões, isto é, nem o carro pode andar à velocidade de um avião, nem um avião cumpre a sua função à velocidade média de um carro - mesmo em autódromo.

Isto é, há uma nova geração de gente, de veículos, de quase tudo o que nos rodeia, com o complexo do p'ra ontem ... Resultado: o mundo parece que avança, mas, não raro, é mentira... A não ser, A NÃO SER, "nesta coisa" que, não dá felicidade, mas finge, finge muito, muito, muito bem que HUMANIZA TUDO, QUE APROXIMA TUDO.

E não é verdade: falta-lhe o essencial, falta-lhe o CALOR HUMANO. Sejamos claros e façamos a síntese: nunca conheci tanta gente que não conheço; nunca falei (falar mesmo) pessoalmente com tão pouca gente como agora. Nunca vi tão poucas vezes a minha vizinha do andar de cima como agora: "morre-se (de facto) do mal da pressa".

Temos que resolver isto... Andamos a fazer haraquiri: 


NUNCA DESCONHECI TANTA GENTE COMO HOJE.


O FACEBOOK (já ouviram falar? ...) é um paliativo. Bem concebido. Esperto.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Os computadores matam ou desafiam a curiosidade?


Quase todos os dias, os FABEBOOKs, nos mostram imagens, lusas imagens, de lusos locais, que apreciamos, gostamos de ver - mas não vemos...  Dir-se-á que não vemos porque, economicamente, não podemos. Acredito e não acredito. Que quem não possa deslocar-se por razões financeiras, ACREDITO. Mas tenho a certeza de que há muito boa gente que o que não quer é levantar o "cú da cadeira", tem meios para o fazer com o mínimo de gastos, mas ... mas tem outra coisa e, essa, grave: é um falso conceito de descanso, que o leva a preferir um qualquer FACEBOOK a dar cabo dos olhos, do que a saborear, sem sofá, as belezas que gosta de adivinhar a partir das imagens que outros fotografaram para seu regalo pessoal - AUTÊNTICO, OBTIDO, GOZADO ao vivo, onde a Natureza as "expôs".

Fertiliza-se o olhar, hoje talvez como nunca, mas através "disto" - e não ao vivo, onde a beleza, sem retoques, acontece e ... e espera que a vejam ... Não raro, ao voltar da esquina do local onde dormimos, se calhar, todos os dias.

No fundo, o que há é PREGUIÇA, COMODISMO, numa sociedade de pantufas - cheia de "facebooks" por todo o lado e, pior, lendo, quando lê, apenas resumos de livros - não LIVROS. Que, em última análise, há até bibliotecas que emprestam ...

Se eu mandasse, para já, "impunha" aos estudantes até ao 12º ano (a todos, independentemente da especialidade em que se integrassem) a leitura de um livro por mês, tão consensual quanto possível - com exigência da respectiva discussão, durante uma hora, em data a fixar, caso a caso.

O computador é uma excelente "ferramenta", É. Mas o que, ao vivo, existe, e é AQUI mera referência, também é fundamental, sob pena de termos, no futuro, uma sociedade de "pitosgas" que sabem muito, nomeadamente, "de paisagem" porque a viram, NESTA COISA ... APENAS. E, ou, gastaram os chamados tempos livres no ... nos bares ... COM OS AMIGOS (?).

"Conhecem" tudo, ou quase - porque "ouviram falar ..." Ou "viram" em lindos e-mails. E ficaram "consolados" ... Não curiosos. 

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Tempos modernos com BMW e Charlie Chaplin































Abram os dois ao mesmo tempo ...

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Saudades do Charlot

Este país dói. Doi-nos. Até nas festas que lhe inventaram aos domingos nas TVs, dói: vive-se em cartão ... Tudo é em cartão. Meia dúzia de notas musicais, cartão.



E as chamadas telefónicas que (após o aparecimento das novas tecnologias) inventaram para facilitar a nossa vida?!...

E a NET, a NET, que é uma espécie de cartão? ..."Não tem que pagar agora nada ..."

- Tem uma avaria no "sistema"? Isso deve ser ... Aproxime-se do seu aparelho e ... 

- Do aquecedor? ...

- Não é esse, é o outro que está ligado ao ... que ...

- Mas tenho um móvel muito pesado à frente disso ...

- Vá, acalme-se: não temos pressa ... Dirija-se à tomada mais próxima e ... Nós esperamos.

(lembramo-nos do podi´ó chamá-lo ..., do Raúl Solnado,  mas não adianta: a gente acaba por reclamar, mas para reclamar tem que telefonar e o que poderia ganhar ...perde na chamada que, em regra, é demorada ...).

E é tudo assim: moderno. O que vale é que o Multibanco, que é uma forma de fingir, também está generalizado ... Em cartão.

"Que mais nos há-de acontecer?!..."

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Não me lembro de ver tanta irritação latente ...

Ela é no autocarro. Ela é no supermercado. Ela é no trânsito. Ela é nas famílias. E quando não se vislumbram razões directas de irritação, aparece o fenómeno a que, salvo erro, os psicólogos chamam transferência. Transferência entre amigos, entre familiares. Entre conhecidos, por exemplo, na mesma fila para uma consulta médica. Na hierarquia familiar: filhos contra pais, pais contra filhos, netos contra avós, avós contra netos. Divórcios a propósito de nada ou de muita coisa que esteve à espera de uma oportunidade para "acontecer"... Descendências apanhadas na curva numa constante desconfiança a propósito do que se passa em redor... Transferências permanentes em todo o lado. Os que não fizeram mal, vítimas dos que foram maltratados por outros e ... e que precisam de arranjar "bombos da festa" para se "recomporem" ... A que ACRESCE o desemprego, os recursos em diminuição progressiva, a ausência de perspectivas, a saturação, as praxes académicas e outras que soam a oportunidades de vingança, de descargas violentas de um quotidiano cruel, implacável.

"A Esperança é possível!" Sim, é ... Mas num Mundo Novo.De gente com cabeças lavadas por dentro e... e  mãos limpas.


sábado, 28 de dezembro de 2013

Pharmácias

Simples: a farmácia tinha cinco pequenos balcões onde se aviavam receitas e, com a ajuda de outros tantos computadores,  passavam facturas, recebiam os valores em dívida e, se necessário, faziam, "na hora", eventuais trocos - sem que o atendedor (farmacêutico ou não) tivesse que perder tempo.

No final do mês, havia, naturalmente, para cada atendedor, um acordado subsídio para eventuais quebras nos trocos.


Agora parece que não! Vão acabar-se esses subsídios, mas os atendedores, têm que (TODOS)  deslocar-se à mesma caixa, sita num único computador-central, capaz de evitar enganos ...


Cena previsível: no caso, cinco "pharmacêuticos" a aguardar outras tantas contas certas de uma única e rigorosa máquina a que não é preciso dar subsídios p'ra falhas ...


E assim vamos. Enquanto se publicita o chamado luto farmacêutico, que nenhum dos frequentadores da ruadojardim disse, até agora, ter percebido. 



segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Viva Charlot!


Ainda não há muitos anos, "tive uma pega" com um simpático colaborador da SONY que tinha tido a amabilidade de se oferecer para me fazer a transcrição de uns filmes caseiros para DVD. O que, em boa parte, acabou por não acontecer. Na altura, zanguei-me muito, mas, com o tempo, tenho vindo a perder zanga ... (desculpe sr. ...) É que, pelo jeito que as coisas levam, ou "gozas" AGORA ou adeus. 

Livros? Para quê, se existem discos que ocupam menos espaço? Discos para quê, se "aqui" estão as músicas todas? Filmes para quê, se existe "isto"?

Recebi nos últimos dias dos meus simpáticos amigos talvez a série mais variada e brilhante de e-mails que nos últimos anos me tem chegado e ... e estou esmagado ... Alguns deles fazem-me água na boca, mas é, mais uma vez, a palavra sábia de Almada Negreiros a bóia antiga a que me agarro: "... não duro nem metade da livraria ..."

E, pronto, vou rever o que sublinhei nas páginas impressas que me rodeiam e ... e quanto a livros novos - só com uma espécie de garantia notarial de que valem a pena ... A vida é curta e os sábios não param de inventar ... Porra, façam férias ... Dêem-nos tréguas!... Escrevam, se for o caso, crónicas de jardim, que isto não dá para mais ... Resumam. Leiam e vejam, por exemplo, a ruadojardim7 que, embora não sintetize AS FARPAS, sempre vai dizendo umas coisas ...

Viva Charlot!

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

- Viram por aí a minha Brigida? ...

Aí por 1940, uma prima minha chegou a Lisboa vinda da Beira Interior (na Geografia de então havia Beira Baixa e Beira Alta ... Chegou da Beira Baixa ...), no combóio a carvão e, ao apear-se no Rossio, olhou à volta e perguntou como quem estivesse na aldeia:

- Viram por aí a minha Brigida?...

O resto da história que quero contar conta-o a fotografia tirada há minutos ... Tem, em fundo, um rosto fixado no Canadá em 1978 (o somatório de letras faz o retrato ...) e ... e tem um telemóvel comprado ontem ...



terça-feira, 28 de maio de 2013

Charlot, presente!

Homenagem a Charles Chaplin

domingo, 8 de julho de 2012

Falar/Estar/Ser

Ian McEwan

"A etiqueta dos tempos que correm é dizer pouco, utilizar o minimalismo para os cumprimentos, as apresentações, as despedidas, até para os agradecimentos. Mas ao telefone os jovens desabrocham. Theo chega a estar três horas seguidas ao telefone."


Sem comparação, mas por associação de ideias, é como a fotografia e a televisão na aldeia: os que fogem, ou dizem que fogem, às respeitosas e simples fotografias, quando aparece uma qualquer televisão, apressam-se a pôr a jeito para o "boneco"... Que depois, em princípio, toda a gente vai ver.

É assim o Mundo e a Humanidade que o habita. Vá lá a gente entender-se ...

A propósito. Ou melhor: em homenagem à fotografia, esta, a preto branco, tirada, algures, nas Traseiras do Litoral, assim como quem vai para a Covilhã. Repare-se na "cerimónia" da calvície descoberta para a pose nunca antes (e depois) assumida ...



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