domingo, 23 de fevereiro de 2014

CARTAS VÁRIAS de/para Agostinho da Silva (XXXVII )

"Há países em que o escritor só tem o direito de publicar as suas obras quando elas tenham atingido um alto grau de pensamento ou de perfeição artística. (...) Outras terras existem, porém, em que o valor não está na altura que se atinge, mas no rumo que se seguiu; por condições especiais, a vida de inteligência é sempre nessas nações quase infrutífera e sobretudo perigosa; não se podendo dar o exemplo de altos voos, a escolha e a atitude ficarão, por mais pequeno que seja o esforço, por mais humilde que se apresente o resultado, como prova e modelo de tenacidade, de sacrifício e de coragem civil; por esta estrada, se por alguma, se remirá um dia a nação de todos os pecados; cumpre aos melhores mostrar-lha desde já."

Recortes do dia e do feito (16) - Era uma vez ...

Conto oriental, na versão esclarecida da Ramalhal Figura, in "As Farpas", aqui lembrada por este vosso irmão (nos impostos), em homenagem a todos os que realmente, nos governam, de Belém a S. Bento:

"Era uma vez um bom rei da Arábia, pacato e divertido. Vivia em seu palácio sossegado da vida, desfrutando sabiamente as artes da paz. Punha papelotes nas barbas para que se encaracolassem melhor. Olhava as moscas que passavam no ar com uma complacência magnânima. Atirava bolinhas de papel amarrotado aos seus antepassados, que estavam aos cantos das casas representados em porcelana. Fumava o narguillé, encruzado num divã, sentado em cima dos calcanhares, tendo os olhos cerrados e fazendo sair fumos do nariz.

O reino mostrava-se satisfeito e contente.

Quando algum súbdito patenteava o mínimo vislumbre de descontentamento com a marcha dos negócios públicos, o rei mandava carinhosamente que lho trouxessem, passava-lhe a mão pela cara fazendo-lhe um carinho, lançava-lhe docemente uma corda ao pescoço, e enforcava-o defronte do palácio.

Depois do que, o monarca aparecia risonho e benévolo, a uma janela, e fazia ao país esta fala:

Meus senhores e minhas senhoras! O incomodado retira-se. Se há por aí mais alguém que não esteja satisfeito com a marcha dos negócios, que o diga!"

Um filho, um livro, uma árvore = Um Homem

Segundo, dizem, o poeta cubano José Martí






































sábado, 22 de fevereiro de 2014

15 dias em Agosto ...
















Obrigado, meu Caro!
O putos do jardim agradecem.

Há quem não tenha nada para contar ...

Há quem não tenha nada para contar ... Há quem seja, por natureza, avô. Avô à antiga. Avô sempre a pensar na forma mais leve de fazer do passado UM PRESENTE. O que não é o caso. "Aqui e agora" a história "d´hoje" é ... é a brevíssima história de uma viagem à Venezuela (década de 70 do século passado) Melhor: das pessoais "exigências" para descer em Caracas e aí trabalhar alguns dias.

À chegada, simpática, a pergunta:
- o que é que precisa? 
 Resposta:
- carro com motorista, guia e segurança.

Deram. Tudo. Tudo, isto é, o segurança era medroso. Pudera, digo eu. Anos passados, vá a gente fiar-se num Chavez, num Nicolás Maduro e noutros ... Como se agora já não fosse como era.
Chiça!
E é tudo o que o avô se lembrou de contar, depois do noticiário das 13.

Sophia de Mello Breyner Andersen

Aqui deposta, enfim a minha imagem,
Tudo o que é jogo e tudo o que é passagem,
No interior das coisas canto nua.

Aqui livre sou eu - eco da lua
E dos jardins, os gestos recebidos
E o tumulto dos gestos pressentidos
Aqui sou eu em tudo quanto amei.

Não p´lo meu ser que só atravessei,
Não pelo meu rumor que só perdi,
Não p´los incertos actos que vivi,

Mas por tudo de quanto ressoei
E em cujo amor de amor me eternizei.

Bom dia, Olivença!

OLIVENÇA - tua, como se fosse minha. Minha, como se fosse tua! Nossa, tal como cada um a vê. Nas pedras que falam.








Seguidores