domingo, 8 de agosto de 2010

Memórias do meu cata-vento ( VIII )

GENTENOSSA
À minha neta

Comendador Jaime Viana,  empresário

Recordo, como a propósito dos demais "10 inesquecíveis":

"Português da confiança do presidente Mobutu", para uns; "segundo embaixador de Portugal", para outros, Jaime Viana é, acima de tudo, amigo dos seus compatriotas. Conhece-se o papel que desempenhou aquando dos períodos complicados da zairização e da fugas de uma Angola em pânico; sabe-se o que fez em 1968 para trocar por zairenses capturados, naquele nosso ex-território, militares portugueses presos; não se ignora que, em 1970, foi a sua casa que, na prática, serviu de "sede"  para a nossa missão diplomática em Kinshasa, do mesmo modo que se tem presente o que, por essa altura, a sua acção representou no reatamento das relações formais entre Portugal e o Zaire.

Há poesia na paz. Jaime Viana é dos que tem direito a trazer a poesia no peito e ao peito: Mérito da Cruz Vermelha de Portugal., Oficialato da Ordem Nacional do Leopardo (Zaire), Medalha de Mérito Cívico de Ouro do Zaire, Medalha de Mérito Desportivo de Ouro do Zaire, Comenda da Ordem Nacional do Leopardo (Zaire), só raramente concedida a estrangeiros.

Quase 50 anos, lá, onde o areal é moreno e Diogo Cão deixou "feitiço de branco".

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